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domingo, 28 de setembro de 2008

A Estrela Sobe

Paul Newman (1925 - 2008)

Raindrops are falling on my head
and just like the guy who's feet are too big for his bed,
nothing seems to fit
those raindrops are falling on my head,
they keep falling
so I just did me some talking to the sun,
and I said I didn't like the way he got things done,
sleeping on the job
those raindrops are falling on my head they keep falling

But there's one thing, I know
the blues they sent to meet me won't defeat me.
It won't be long 'till happiness steps up to greet me

Raindrops keep falling on my head
but that doesn't mean my eyes will soon be turning red.
Crying's not for me, cause
I'm never gonna stop the rain by complaining
because I'm free
nothing's worrying me

It won't be long till happiness steps up to greet me
Raindrops keep falling on my head
but that doesn't mean my eyes will soon turning red
crying 's not for me
Cause I'm never gonna stop the rain by complaining
because I'm free
Nothing's worrying me.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Must be listening to an angel...

Às vezes, a lenda é real e dá para ter alguma esperança no ser humano.
Tímido, humilde, cheio de tiques, principalmente no que se refere à posição das pernas e à cabeleira rebelde, Wim Wenders fala pausadamente e tropeça um pouco nas palavras.
O inglês carregado de germanismos não é nem de longe uma impossibilidade de compreensão: pelo contrário, talvez torne a pronúncia mais mansa e aberta. Dispenso novamente os tradutores: vamos ouvir como quem bebe um vinho raro. Vamos ouvir como quem vê um filme alemão.
Ele não prega, ele não abusa do seu próprio status, ele tenta expressar suavemente suas idéias. A que mais me chamou a atenção: "às vezes é preciso ir muito longe para entender o que está perto". Wenders é um poeta com as palavras como é com as imagens e, neste caso, elas não valem mais do que mil palavras, mas se equiparam.
Esperávamos muito, ele nos deu mais do que muito. Ele moveu fronteiras físicas e mentais que separam o lugar comum e o desconhecido. Ele instigou. Provocou sem provocar a unanimidade e calou a boca de quase todo mundo - tinha uma velhinha atrás de mim que não parava de falar - ao mostrar um documentário simples, poético e cruel. E que não deixa de falar na paz.

Para terminar a noite, Wim Wenders tão perto, na hora da sobremesa. Gentil, simpático e adorável. Como um dos seus personagens anjos. Eu me senti abençoada.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Admiração que termina onde a fé começa

Ontem foi dia de ver o David Lynch no Fronteiras do Pensamento. Cineasta, artista plástico e dono de um topete branco com mechas lilases, ele realmente é um ícone do nosso tempo.

Minha admiração pelo seu trabalho começou precisamente em 1991, por causa de Twin Peaks. Mas já ouvia falar dele pelo meu irmão, um fã de O homem elefante. Confesso que não conheço seu trabalho nas artes plásticas, mas no cinema esse senhor comanda. Eu amo seus filmes alucinados e também o tranqüilo e belíssimo
História Real.

Eis que Lynch resolve vir ao Brasil para promover seu livro Águas profundas: criatividade e meditação. E assim que ouvi dizer que ele faria uma participação extra no Fronteiras, lá fui eu a procura de ingresso. Esperei por esse dia que nem criança pelo Papai Noel. Daí o dia chegou, o meu amigo Alexandre teve a sorte de almoçar com o nosso guru, tirou fotos e tal e nos mandamos para o evento.


Sabem quando se tem a impressão de que pagamos por um filme que não valia o ingresso? Então. Lá estava eu, encantada com a clareza com que Lynch proferia as palavras e abismada com o que estava ouvindo. Dentre muitas coisas que faziam pontos de interrogação saltar da minha caixa craniana, ouvi algo como "Sem meditação, a felicidade é superficial". Sim, eu já ouvi isso antes! Perguntas sobre cinema, arte, música foram feitas e todas foram respondidas com "transcendental meditation is a bliss".

Ok, mister Lynch, I had enough from you. Tudo bem, ele crê. Tudo bem, pode ser que dê certo. Tudo bem, talvez um dia eu experimente. Mas por ora, deixe-me com minha negatividade, minha agressividade e minhas convicções. Eu não fui lá para ter lavagem cerebral, muito menos para ficar ouvindo alguém que foi amigo dos Beatles tocar um ritmo que eu não aprecio. Tipo: para mim, Beatles já é chatinho. Imagina alguém que é "amigo dos Beatles". Pois o David Lynch trouxe essa pessoa, o cara era bom lá no que ele fazia, mas eu não queria ver ele, queria ver e ouvir o próprio Lynch falando sobre filmes e não sobre como quem não medita é mais burro, mais infeliz, mais baixo-astral.

Até porque ele não explicou muito bem como a meditação pode trazer a paz mundial. Tipo: vai mandar uma criança nigeriana ficar meditando enquanto toma balaço? Vai dizer lá para o somali que ele pode curar a fome só com meditação?
Sei não, viu? A única coisa que realmente me fez vibrar foi quando, ao responder uma pergunta sobre a função do diretor de comerciais, ele falou que misturar cinema com vendas é um crime. Não que eu concorde plenamente, mas foi muito divertido ver a cara de tacho de algumas pessoas na platéia :D

Assim, termino esse post garantindo para vocês que minha admiração pelas pessoas mingua quando elas começam a querer impingir a sua fé. Vou me limitar a continuar amando os filmes de David Lynch.

domingo, 10 de agosto de 2008

Please, don't go

O meu ídolo mais lindo vivo e o hors concours do meu Top 10 Sexiest Men está esperando a visita da Dona Morte para breve.
Infelizmente, outro sósia do meu pai parece que vai partir esse ano. Primeiro foi o Charlton Heston.
Além de ser o homem mais lindo vivo e sósia do meu pai, Paul Newman leva todos os méritos por ter sido um dos melhores atores que passaram por Hollywood.
Confira um de seus momentos marcantes: