Meu colega adorável, o Paulo, inventou uma temdemssia para as sextas-feiras: o Sexta Sucesso, que é um e-mail com uma música brega anexada. Na quarta, ou na quinta, a pessoa recebe um drop, com um link do Youtube para outra música de gosto duvidoso. Os colegas podem indicar sugestões para os próximos Sextas Sucessos ou para os drops.Hoje, a minha dica de Jane e Herondy com Não se vá foi o hit Sexta Sucesso. Realmente, um sucesso.
E o Brasil na Olimpíada, hein?
Só se fala nisso. Na maioria das vezes, falam do fracasso que está sendo, da falta de incentivo ao esporte, etc. Menos no Jornal Nacional. No Jornal Nacional, o William Bonner e a Fátima Bernardes estão cheios de alegria e esperança. No exato momento em que eu terminava de digitar essa frase, me chegou um e-mail com esse link, falando exatamente o mesmo.
Daí, até o Orkut coloriu suas páginas com as cores brasileiras para apoiar nosso país nos Jogos Olímpicos. Tudo bem, eu amo o Brasil, torço por nós, acho nosso presidente uma merda, mas quero que a gente sempre esteja bem na foto. Só acho que não dá pra forçar a barra. Não há incentivo ao esporte aqui e tá acabado: os noticiários deveriam se limitar a esbravejar sobre este fato e não ficar usando a ilusão do público. Isso é patético.
Só se fala nisso. Na maioria das vezes, falam do fracasso que está sendo, da falta de incentivo ao esporte, etc. Menos no Jornal Nacional. No Jornal Nacional, o William Bonner e a Fátima Bernardes estão cheios de alegria e esperança. No exato momento em que eu terminava de digitar essa frase, me chegou um e-mail com esse link, falando exatamente o mesmo.Daí, até o Orkut coloriu suas páginas com as cores brasileiras para apoiar nosso país nos Jogos Olímpicos. Tudo bem, eu amo o Brasil, torço por nós, acho nosso presidente uma merda, mas quero que a gente sempre esteja bem na foto. Só acho que não dá pra forçar a barra. Não há incentivo ao esporte aqui e tá acabado: os noticiários deveriam se limitar a esbravejar sobre este fato e não ficar usando a ilusão do público. Isso é patético.
Sweet dreams aren't made of this
Acho que amor é o merchandising da época da tuberculose e não cabe mais em um século no qual tudo é descartável. Mas, como eu sou da época da tuberculose, ainda guardo sentimentos amorosos.
Pois essa noite eu sonhei com o meu pequeno grande amor.
Pois essa noite eu sonhei com o meu pequeno grande amor.
No sonho, ele me adicionava no Orkut - é um sonho digitalmente vulgar - e eu descobria duas terríveis verdades: primeiro, ele estava apaixonado por uma alemã. Então eu via passar diante de uma tela ou nas páginas de um livro, as aventuras do meu pequeno herói escandinavo na Europa, no Oriente Médio, em terras que nunca existiram, junto com a sua amada, uma germânica de corpo bonito, porém com um nariz muito estranho e muita acne no rosto.
A segunda verdade era que, no seu diário, que ele entregou para a moça e ela publicou na íntegra, ele era praticamente um poeta, de um intelecto invejável - coisa que, se na vida real for verdade, me passou despercebido - e, neste jornal pessoal, ele falava que eu tinha sido a segunda mulher na sua vida e que seus momentos comigo tinham sido péssimos, embora ele tivesse muito carinho por mim.
Me acordei empapada em suor e um pouco sufocada. Essas verdades oníricas dóem como se fossem lúcidas.