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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

I'm single, bilingual

Mimijei com a lista dos álbuns mais gays da história da música.
Embora eu não tenha entendido muito os critérios de escolha que deixaram o Bilingual do Pet Shop Boys de fora...
Porque Bilingual é o ícone da saída do armário!
Só para citar:
Na música Methamorphosis, a letra é bem clara: "What I wanted to be was a family man, but nature had some alternative plans... People on the street caught my eye, and I begin to think I might be that kind of guy."

Em Electricity, vemos a voz aflita de uma mulher ao telefone, gritando: "What does it mean? What are you doing in San Francisco? Pobre coitada. Come on, lady, he is GAY!

Daí, temos a famosa Se a Vida É. Uma fofura, um hit! "Why do you want to sit alone in gothic gloom, surrounded by the ghosts of love that haunt your room? Somewhere there's a different door to open wide. You gotta throw those skeletons out of your closet and come outside..."
Para meio entendedor, boa palavra basta: closet, outside!

Pois é, grande ausência na gay list.

Então, eis que passei um final de semana relembrando os sucessos e os obscuros da dupla mais sissy dos anos 80 fora o Erasure. E que coisa mais gratificante é ver aqueles clips cheio de gente bonita. Atenção maior para Domino dancing que conta a história de uma tia pedaçuda que pega dois piás lá na Pinheira. Qualquer coincidência é mera semelhança.
Vamos assistir?


Falando nisso, tenho tido sonhos bizarros com o efebo dourado - que diga-se de passagem, nem efebo mais é. Esta noite, sonhei que ele tinha tirado um corpo do mar. Em um momento, achei que o corpo era o dele, mas folguei em saber que não. Que se tratava de um hippie que tinha apenas 50 dentes - como assim apenas 50, se o normal é 32? pois é, trata-se de um sonho da Bia.

E no sonho tinha muito mar, muita onda, muitos olhos translúcidos. Bonito o sonho.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Sexta sucesso

Meu colega adorável, o Paulo, inventou uma temdemssia para as sextas-feiras: o Sexta Sucesso, que é um e-mail com uma música brega anexada. Na quarta, ou na quinta, a pessoa recebe um drop, com um link do Youtube para outra música de gosto duvidoso. Os colegas podem indicar sugestões para os próximos Sextas Sucessos ou para os drops.
Hoje, a minha dica de Jane e Herondy com
Não se vá foi o hit Sexta Sucesso. Realmente, um sucesso.

E o Brasil na Olimpíada, hein?
Só se fala nisso. Na maioria das vezes, falam do fracasso que está sendo, da falta de incentivo ao esporte, etc. Menos no Jornal Nacional. No Jornal Nacional, o William Bonner e a Fátima Bernardes estão cheios de alegria e esperança. No exato momento em que eu terminava de digitar essa frase, me chegou um e-mail com esse link, falando exatamente o mesmo.
Daí, até o Orkut coloriu suas páginas com as cores brasileiras para apoiar nosso país nos Jogos Olímpicos. Tudo bem, eu amo o Brasil, torço por nós, acho nosso presidente uma merda, mas quero que a gente sempre esteja bem na foto. Só acho que não dá pra forçar a barra. Não há incentivo ao esporte aqui e tá acabado: os noticiários deveriam se limitar a esbravejar sobre este fato e não ficar usando a ilusão do público. Isso é patético.

Sweet dreams aren't made of this
Acho que amor é o merchandising da época da tuberculose e não cabe mais em um século no qual tudo é descartável. Mas, como eu sou da época da tuberculose, ainda guardo sentimentos amorosos.
Pois essa noite eu sonhei com o meu pequeno grande amor.

No sonho, ele me adicionava no Orkut - é um sonho digitalmente vulgar - e eu descobria duas terríveis verdades: primeiro, ele estava apaixonado por uma alemã. Então eu via passar diante de uma tela ou nas páginas de um livro, as aventuras do meu pequeno herói escandinavo na Europa, no Oriente Médio, em terras que nunca existiram, junto com a sua amada, uma germânica de corpo bonito, porém com um nariz muito estranho e muita acne no rosto.
A segunda verdade era que, no seu diário, que ele entregou para a moça e ela publicou na íntegra, ele era praticamente um poeta, de um intelecto invejável - coisa que, se na vida real for verdade, me passou despercebido - e, neste jornal pessoal, ele falava que eu tinha sido a segunda mulher na sua vida e que seus momentos comigo tinham sido péssimos, embora ele tivesse muito carinho por mim.
Me acordei empapada em suor e um pouco sufocada. Essas verdades oníricas dóem como se fossem lúcidas.