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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Ainda orangotangos?

Ontem eu fui ver o filme do Gustavo Spolidoro.
Confesso que fui porque gosto muito dos trabalhos dele em curtas e achei interessante o fato de o filme ser feito em plano seqüência.
Mas, sorry, odiei o filme.
Talvez seja a intenção causar uma reação de estranheza no público. Pois a minha reação de estranheza foi náusea.
Não sei se pelos movimentos da câmera, ou pelo sotaque bom-finense das pessoas, ou pela escrotice das personagens, principalmente as femininas.
Mas o fato é que eu vi tudo o que mais odeio em Porto Alegre ali, escancarado na tela grande. Gente idiota, gente que quer chocar, gente que fala "meo".
Nunca diria "não vejam o filme". Ao contrário, acho que todo mundo deve ver, porque ele causa uma série de reações. Em mim, foi repulsa.
Sobre o que é realmente ruim no filme, independente de ter me causado repulsa ou não, eu citaria as interpretações. Gente, gaúcho - salvo raríssimas exceções como o Nelson Diniz e o Julio Andrade - não nasceu pra ser ator. Gaúcho pode ser escritor, diretor, cantor, compositor, pintor, escultor, mas nunca ator. Por que será que o Furtado só pega globais (bons) para estrelar seus filmes? O Furtado é um homem de visão.
Nossa, esse casal da foto é, de longe, a coisa mais escatológica que já vi na vida.